A notícia da morte de um ente querido é, para muitos, a sensação de que o mundo está desabando. Um vazio imenso se abre no peito, seguido por uma tristeza arrebatadora, tão intensa que parece um pesadelo e tudo o que a pessoa mais deseja é acordar. 
Em um momento tão difícil, o inconsciente associa essas emoções a memórias traumáticas, que ficam armazenadas no córtex cerebral.
Com o tempo, essas lembranças podem gerar desequilíbrios emocionais, como depressão, medo, angústia, pânico, estagnação ou raiva.
Estudos científicos demonstram que tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, saboreamos, experienciamos e até o que pensamos, é registrado na memória. Cada vivência, seja boa ou ruim, fica guardada como um arquivo interno no cérebro, moldando nossas percepções e reações sem que percebamos ou possamos controlar.
Precisamos compreender que é possível transformar a experiência da dor em aprendizado e gratidão.
Agradecer pela oportunidade de ter participado da vida de alguém tão especial é um passo essencial para que as lembranças não nos aprisionem, mas nos impulsionem a seguir em frente.
A dor e a tristeza são inevitáveis, mas não precisam durar para sempre. Elas permanecem apenas até que possamos trocá-las pela compreensão de que a morte é o outro lado da dualidade da vida, como o polo positivo e o negativo, as duas faces de uma mesma moeda, o trem que chega e o trem que parte.
Para alcançar um entendimento mais profundo da vida, é necessário compreender suas leis universais. Pela Lei da Correspondência, “o que está em cima é como o que está embaixo; o que está dentro é como o que está fora”. Em outras palavras, o que é verdadeiro no microcosmo, a vida humana, também é verdadeiro no macrocosmo, o universo.
Tudo é uma única realidade. Não há em cima nem embaixo, dentro nem fora. Há apenas um campo eletromagnético, agindo de forma idêntica em todas as escalas, tanto faz ser um aglomerado de galáxias ou uma célula que compõe o nosso corpo físico.
Em essência, tudo é energia. A física moderna já provou que o universo é tecido por um único campo vibracional que liga todas as coisas.
O olhar da alma sobre a morte
No meu livro Lições de Amor Verdadeiro para o Equilíbrio Emocional, no capítulo “Sobre a Vida e a Morte”, explico que a mente racional jamais compreenderá a morte. Ela precisa de provas concretas, e a morte transcende o campo do tangível. 
Somente quando passamos a olhar com os sentidos não físicos, a intuição, a sensibilidade e a memória da alma, começa a aflorar e o coração encontra serenidade no entendimento.
Procure imaginar o seu ente querido como uma estrela que brilhou neste mundo, deixando seu rastro de luz, sua história, seus gestos, seu amor, cumprindo o propósito que lhe cabia e seguiu sua jornada de volta ao lar espiritual.
Quando enxergamos por esse prisma, compreendemos que todos estamos interligados em Deus, formando um só corpo e um só espírito.
As escrituras sagradas como a Bíblia, os Vedas, o Alcorão, afirmam que somos um espirito que se manifesta num corpo, já ciência moderna diz a mesma coisa de forma diferente, ou seja, uma somos uma consciência vivendo uma experiência material.
Importante compreender que o ser humano existe em quatro dimensões inseparáveis corpo, mente (ou consciência), espírito e relacionamentos.
Há uma unidade invisível, uma Consciência Universal que conecta tudo e todos. Não podemos vê-la, mas podemos senti-la.
É a presença divina que dá sentido à existência. É o que nos dá sentido, Deus único e eterno, vivendo através de seu espírito em cada ser humano.
Basta observarmos que há uma unidade absoluta em tudo, uma consciência universal que liga tudo e todos, que apesar de não vemos, nem entendemos, podemos sentir que algo maior, um poder invisível dá sentido a vida.
Muitas pessoas não param para se perguntar qual é o “propósito de sua vida”. A morte de alguém, deveria servir para nos voltarmos para nosso interior e, tirar lições e aprendizados que a vida daquela pessoa nos ensinou e que pode servir para nossa evolução, enquanto continuamos aqui.
Como seres espirituais viemos aqui para cumprir o propósito divino da evolução. A Lei de causa e efeito, ou Lei de dar e receber, é o que permite ao nosso espírito equilibrar todas as nossas ações, advindas do nosso livre arbítrio.
“Cada vida da qual a nossa se cruza, deixa em nós um pouco de sua energia e leva consigo, um pouco da nossa, isso é o que a ciência denomina entropia, essa troca de energia entre as partículas.”
As vezes uma gentileza, um sorriso ou uma palavra positiva, pode ajudar uma pessoa a tomar uma decisão que lhe permitirá alargar ou encurtar a sua vida nesse plano físico.
Os desígnios divinos vão além de nossa compreensão, mas, sabemos que temos o livre arbítrio e só cabe a nós decidirmos como agir e o que fazer com a nossa vida.
Nossas escolhas definirão o nosso destino.
Nesse mundo moderno, as pessoas cada vez mais procuram fora de si elementos abstratos para formar sua felicidade e satisfação, quando na verdade, tudo do que necessitamos deve partir de nosso interior, de nosso autoconhecimento espiritual e equilíbrio emocional.
“Conhecer se a si mesmo” é o ponto mais importante para manifestar em nossas vidas tudo aquilo que desejamos ter, modificar ou ser.
É NECESSARIO QUE ENTENDAMOS QUE VIVEMOS NUM UNIVERSO VIBRATÓRIO ONDE TUDO NO MUNDO É COMPOSTO DE ENERGIA E INFORMAÇÃO E QUE ESTAMOS INTIMAMENTE LIGADOS COM ESSE MAR DE ENERGIA.
Há portanto, uma única Consciência Universal que é Deus em ação e cada um de nós, somos uma centelha dessa consciência, que a todo tempo está criando, renovando, e multiplicando a energia e informação que há no universo, a qual coexiste com a vida.
Finalizando, chamo a atenção para que possamos refletir sobre o simbolismo da crucificação Jesus Cristo, quando se referia a morte. A cruz que ele carregou simboliza a história de cada um de nós, com seus altos e baixos, suas alegrias e tristezas, seus desafios e ininterruptos esforços para existir.
Sua morte foi inevitável, tinha que acontecer, ainda que ele fosse espírito puro, ele precisou se juntar ao pai e deixar para nós o seu precioso legado, ou seja a lição que aprendemos com sua vida e que possamos utilizar para evoluir a nossa.
Em suas palavras, “Eu sou a ressurreição e a vida”, podemos entender que esse é o grande mistério da fé, porque ninguém que passou para o plano espiritual voltou para nos contar.
Mais, muitos de nós, já sonhamos com nossos entes que daqui se foram, muitos que estiveram em coma, inclusive eu que a vos escrevo, pois, por consequência de um choque anafilático, passei por um coma de três dias e estive num plano espiritual.
Eu posso lhes assegurar através de minha experiência do coma, é que a morte em si, é também a outra face da vida.
Vida essa que surgiu da união de duas células no mundo da matéria, que se transformou para feto, que evoluiu para embrião, depois para o corpo de um bebê, que evolui para a forma do corpo de um adolescente, que evolui para para a forma do corpo de um adulto que passa pela transição da carne para o plano material e retorna ao mundo espiritual, que se prepara para a ressurreição e retornar ao ciclo da vida.